segunda-feira,
vinte e três carros suspiram na rua,
o jornal estampa a realidade
e o catador assovia.
Os raios do sol já transpiram
o calor efervescendo teu oceano:
derretem-se as mentiras
com que te esqueço.
Treze horas,
o rapaz de terno demora,
a moça bonita disfarça o riso;
eu sorriso.
Lembro os braços abertos
na mesma esquina em que a criança
pede um colo;
Como os teus dois olhos!
do azul que me cobre
em que o ar esvaído, cada qual, é vida;
Cala-se o tudo - o blues (o teu) estridente
faz em carne a carne viva!
Um encontro!
.
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