terça-feira, 24 de janeiro de 2012

cintilante, o silêncio
suspira,
Atira, ao mover dos lábios
- chuvosos -,
a saia despedida,
decidida, uma voz
(inaudita)
a dilacerar - o gemido
doido, doída
da Blusa encardida 
em carne (Viva!):
cicatriz fulgurante
do granido da língua
pungindo em ferida
a coxa rendida
num irromper comovido
da reverência
- estarrecida -
da natureza fodida,
porque o demais: o mundo!
é mera concessão da beleza
por elas repartida,
és tu, toda despida
a gemer a minha eternidade.




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